quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amizade


"Não se compra, não se vende...
A cor que colore em silêncio, que escuta segredos mesmo no recanto da tristeza.
Mãos que encaminham, refazem, acalentam.
Tradução que nem precisa se traduzir, sentimento puro...Puro amor.
Que nem a distância, pode destruir, que os ventos não levam, que o tempo não pode apagar.
Sopro divino sobre os erros, um verbo que não poderia se conjugar solitário.
Permissão da felicidade, certeza do amor, beleza da flor.
Caminho traçado, confiança restrita, beijo embalado, sepulcro da alma...Remédio da solidão.
Solução pro fim, recomeço da vida, mãe do choro...Mãe do amor!"

Dedico o poema, à aqueles que se fizeram especiais na minha vida, e que mesmo longe, se fazem presentes. à vocês que me entendem mais do eu mesma, que são peças fundamentais no teatro da minha vida e que tornam cada momentos inesquecível.Vocês que passe o tempo que passar, jamais serão esquecidos...`Pois o que é verdadeiro, nem o tempo pode parar.
Aos anjos que nem precisam de santidade para serem santos e aqueles que sem mesmo nunca ter visto, são e sempre serão, eternos: 
Fabiana Fontenele, Denizia Souza, Claúdio Robério, Elvis Lennon, Tatiara Araujo, Rennê Carvalho, Mariana Lima, Sandrio Cândido, Cid Correia, Marcelo Silva, Daniela Brito...
 Obrigado Por existirem e fazerem da minha vida, Uma perfeita Existência!

E a Todos Um FELIZ DIA DOS AMIGOS♥


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Restos

E Do que me servem os olhos de certeza se a alma ainda pede respostas?


Sobrou amor no resto do olhar, miramos as facetas ilusionistas de um porém que deleitou os apesares.Os edifícios sustentam a leveza da brisa fresca que anuncia estações que passam e amores que voltarão a adormecer. O reflexo mostra cumplicidade com o tempo, os ponteiros dançaram valsas ensaiadas durante dias mas não aprenderam a parar. Descortinamos os segredos guardados, e se enfeitiçou ao arder insinuante do desejo que se propagou. Vendo-me por completa as certezas que talvez persigam a contraditória vontade de possuir, mas recebo num presente a expressão contínua do afago recebido. Querido futuro passado, desfaça em mim sobras de restos que ficaram na volúvel estrada de asfalto que me levou a teus encantos, simplifique os momentos, exista nesse vácuo noturno que preenche a face molhada!
Ah, presencio a solidão do crepúsculo que adiantou anos e fez-me envelhecer décadas.
Existo das lembranças, e renasço na moldura dos sentimentos.
Ah, belo presente que se vive...E hoje o medo que se leva, é a certeza que se tem.


(Miquelinne Araujo)

domingo, 17 de julho de 2011

Irracionalmente amor...


 

A mãe novamente geme,



o filho chora em prantos,



a poesia emudeceu-se.




  As tardes tornam-se noites,


as estrelas amaldiçoaram a penumbra que encobriu os antigos 


pesares...



Mas um amor se desfez.




A mãe chora,



o filho geme,



o mundo se cala.




Seria necessário mil céus para carregar todas as estrelas que 


iluminam o amor,



mil mares para separá-los,



mil desertos para fazê-lo sumir.



Por não sentir,dou voz a uma linguagem que fala alma, que 


sobrevive dos restos,



e se revela segredante dos mistérios que rondam o infinito.




O mundo já nem chora,



o filho calou-se,



e a poesia floresce nos dedos com a semente plantada em terra boa...



Tudo no ciclo inconstante que é amar em excesso.






(Miquelinne Araujo, À Carmem Silvia Presotto)





sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nas Entrelinhas...


"Me vejo perdida...
Numa ilha de incertezas , na profundidade da saudades...Na certeza da maré!
Sobrevivi ao lado da força do desejo, da força do meu querer, e por ele também morro, me esqueço.
Procuro em vão os conceitos que tiram e devolvem, mas hoje a única fraqueza que possuo é a ferida no peito, que não cicatriza, que não passa.
Monopolizei os sentimentos, industrializei minha vida.
E sobrevivo nessa morte de paixões.
Esquecemos rápido, e o vento sopra contra a vontade.
Queria não só querer como possuir desafiadores instintos que pudessem ao menos amenizar o amargo, mas não concluo a felicidade sobrenatural que é deixada na imensidão desse frio que chega a me aquecer.
Seria bem mais simples me perder onde nunca busquei refúgio, ou talvez me encontrar onde existir fosse amar.
O encanto pouco a pouco desaparece de tua face, teus olhos já não me convidam a tentação de te querer, e as tuas palavras, são apenas ecos propagados em uma alma que se perdeu no orgulho...Triste orgulho!
Vivo mesmo que passageiro a certeza que amores não morrem, apenas se modificam."


(Por: Miquelinne Araujo)

P.S: Por que as vezes o silêncio é melhor que mil palavras!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Doce Loucura

"A metáfora que ecoa e transborda em meus olhos"


"Eternizei a prisão que me libertava daqueles pulsares incontroláveis.Há muito mais do que sempre sonhamos...
Ambicionei eternidade, e frequentemente, ela me surge, figurada em momentos. Estou livre das armaduras que me prendiam na dor e poemo não por amor, mas necessidade de amar! Prosto-me no infinito que termina na lucidez dessa loucura. As negras ilusões foram esquecidas, e hoje só guardo os antigos olhares...A delícia do beijo. Ah, e se o passado ainda vivesse? 
Teimosamente indecisa tornasse a vida de quem ama em partes, em pedaços, sem certezas!
Poetas até tentam, e descrever é fácil, díficil é sentir, reconhecer, sentir na pele.
Anoiteci em versos, sonhei com poemas e vivo da poesia.
Preenchi o vazio com a ausência, fechei o cadeado que abria para o fim, transformei o antigo desejo em tarde onde nem mesmo o céu consegue reamar as nuvens.
Entorpecida pelas mãos seguras, parto longe em busca da paz que o amor não me trazia...Parto em busca da saudade, em  busca de mim.

(Por: Miquelinne Araujo)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Simples Amor


Os sonhos se desfazem na lentidão de um beijo molhado...




Findou-me naquela tatuagem indiscreta,

amou-me no beijo repentino...

esqueceu-me no futuro de pecados.



Voltou e recomeçou,






                          reconstruiu amores,


inventou sabores,

fantasiou faces,

esqueceu as fases,

recriou meu mundo,




refez-me em mim.



                Partiu sem permissão,
furtou a paz que era minha,

descompletou corações,

levou adjetivos,




causou-me metáforas,

transformou-me em pedra...



             Exaltou sentimentos,
cantou poesias,
poetizou músicas,

amedrontou o meu medo de amar,

esqueceu meu amor medroso,

sentiu o insensível,
modificou o permanente...




Eternizou o prazer,

Eternizou você.



                             Passou a calma,
passou o amor...




Só não passa você!



         Único em petrificar meu coração,
único em trazê-lo a vida...




único em mim amar.



                  Sólido nas palavras, 
líquido nos sentimentos...

Gasoso na presença, que me preenche, me completa...





Se ausenta!



                                (Por: Miquelinne Araujo)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Enfim, perto do fim!


Mais outra tarde sonolenta.
Outro sonho vivido...Uma vida sonhada.
Sabendo que nem sempre comecei pelo começo, termino ao meio o que só se faz em metades!
Doce amargo na boca, que me sugere teu beijo e me traz a recordação do leve tocar antes trêmula que me fazia naquela tarde de carnaval.Sentir o arrepio gerado pela presença da tua voz, e a essencialidade do gosto sem sabor daquela despedida que só era o inicio dessa história.
Os textos já não são confusos, e eu já consigo ouvir aquela música sem lembrar "daquele momento".
O sorriso que deixei nas lembranças guardadas,as letras rascunhadas nos bilhetes que te escrevi(e nem te entreguei), o sentimento sensacional de não só te sentir, mas de em você existir.
A amargura não é companheira, a crônica daquele antigo desejo se transformou em fábula de paixão desmerecida de final.
Dor passou...Coração calmo...Os pés nem congelam ao ver-te.
Submetidos ao excesso desse razoável sentimento, a grandiosidade nem se faz grande, ela tá pouca, tá doente e talvez nem venha a sobreviver...
Por que o bom de ter o coração partido, é que você pode entregar os pedaços para pessoas que realmente valem a pena...(R. M)

(Por: Miquelinne Araujo)