terça-feira, 13 de setembro de 2011

Apenas vejo...



E já não faz diferença enxergar.
O que será mais fácil?

Ontem sussurrei ao silêncio palavras de desafio,
recolhi assim respostas...
Teimo sim, em desfaz qualquer laço contra os "nãos" que vindouros, perdem a força cada vez que renuncio.
Trocas desfeitas, há quem chame de "tolos" os que em plenitude, seguem verdades as quais nunca virão.
Desejo? Inocência?
Difícil mesmo é não mais diferenciar, não me recompor cada vez que insistente perturbo a minha alma pra me convencer que tudo, não passou de mais um nada e que sou sim capaz de prosseguir.
Tornei-me fruto moldurado, retrato sem lembranças...Tornei-me trevas nos passos que sugiro aos meus caminhos.
Não buscar ou mesmo não mais querer, por que noites atrás, eu sonhei sim, e a realidade me faz rever que tudo fazia sentido. 
Sem cor, o sabor da vida é o tempero que desenho, a ilusão que construo é o sonho pro futuro e o meu futuro, este desvenda-se a cada atitude, por fim ou por intermédio das reticências, bobagem sim, mais que se torna necessária ao meu olhar e se refaz a cada linha manuscrita, quem mal dirá?
Amor é sim jogo sem começo, e somos nós quem decidimos o FIM.
Escolho por ser testada, por jogar e talvez, me reinventar após PERCAS,
sou mais que espírito,
SOU HUMANA.
Escrito monologado, repassado e amassado, sou presente que não volta, passado que não resumiu e fim que começa apartir das minha vontades.
Poeta do silêncio, manuseio metáforas...E até prefiro que assim seja.

FÉ!


Miquelinne Araujo

2 comentários:

Sandrio cândido. disse...

Uma parte do teu texto me fez lembrar um filosofo que gosto e não recomendo a ninguém que o leia. Mas enfim uma frase dele diz assim: A existência precede a essência.
Gosto muito de pensar que nós somos responsáveis pelo nosso caminho
beijos Line

Miquelinne Araujo disse...

E somos eternamente responsáveis Sandrio...
Beijos, Bom tê-lo aqui por perto!
Amo-lhe muito Amigo'