"Por apelar sobre as dores, alimentou-se silêncio que engasgados ficaram em solidão. Supondo em vitalidade, as asas foram retiradas e perdeu-se domínio sobre o próprio voo... O Céu agora é assustador. À deriva em busca de por quês...Por que?
Ainda se falassem de verdades e o coração não acelerasse, ainda assim iriam haver "adeuses". A transformação parte do conceito escrito, mas são as atitudes quem promovem e a ironia devolve sub-máscaras a quem se perde nesse trecho nebuloso. Afogados em águas que transpassam forças, remoem-se pesadelos, e assim,escolhe-se "talvez". Humanos tão humanos quanto as prioridades ditas, sepulcros envolvidos de restos dignos e que buscam a cada instante, algo pra chamar de seu. Somos mais que interrogações, mais que poesias...Somos monstros amantes que envolvidos por sobre o infinito, preferem recuar. Mas já basta, o suficiente é teoria, teoria boba, que ilude as canções e faz brotar apenas linhas indiretas entre o real e a fantasia. Libertar pode até devolver a ânsia, mas jamais retomará as verdades...
E pouco resta a estas certezas, que já enterradas, respiram lentamente esse veneno penetrante, provam dos prazeres e vão, como quem nunca viu, ou pelos menos, não quis enxergar! "
(Miquelinne Araujo)






