quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Entre espinhos e limites...

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"Sagrada confiança que permanece intacta depois de guerras e isolações.
Vento irônico, sagaz sorriso de quem cantou tanto amor e nem sequer soube amar.
Fada do sarcasmo, impressiona pela beleza e nos gestos, a rudeza de promessas que se desfizeram na crua face entre aberta, onde nem sempre, aquela fada quis estar.
Nada mais estava certo,nada mais satisfaz ao meu eco que nem mesmo o vácuo implora perdão.
Poesias que reguei e hoje murchas ficaram , doentes de amor e da cegueira que insisto em intactar nos detalhes que só guardo pra mim. As portas que pareciam saída, desmudam-se e trazem abismos que me levam a um lugar onde os espinhos são melhores que as rosas. Plantei discretamente as sementes necessárias ao meu sobreviver e colhi mais do que pudia querer...
Sempre permaneci estranha diante os meus defeitos, e quis sim acreditar que aquela fada, seria mais uma inspiração...Sempre lutei por aquilo que merecia minha luta, mais todas as gotas que um dia saíram de meus olhos, hoje mostram que lutas não valem a pena onde troféus não trazem paz.
Dias que passei, horas que se foram, pessoas que mudaram, amores que nunca existiram e uma única certeza: já nem sei quem sou!
E dentre tantos outros sonhos, apenas quero de volta a certeza de ser quem já fui e abandonei por instinto de tanto amar."

(Miquelinne Araujo)

2 comentários:

Sandrio cândido. disse...

Um poema que escrevir diz " sei que há um momento de olhar para trás"
Este olhar fascina aqueles que sabem tirar do cotidiano o impulso para continuar a lutar "por aquilo que vale a pena lutar" e nem todas as coisas valem a pena, mas as que valem são as que eu quero me consumir.
Abraços amiga
De seu
Sandrio Cândido

Miquelinne Araujo disse...

Abraços Querido, diante de tão belo comentário, apenas meu silêncio (ele por vcezes fala por mim)! Beijos