(Miquelinne Araujo)
sábado, 29 de outubro de 2011
Sem inspiração
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Reflexo
Frente aos pensamentos, enxergo mas do que vi...Início de outra volta por mim, patética e ridícula, mas necessária.Quem sabe daqui pouco tempo terei novamente culpa por estar parada , no êxtase, descalço os pés e rotulo o que sinto. Se falta pouco, inda não sei, e prefiro deixar em reticências, carregadas as soltas para que se possa refazer em cada novo gesto. Sei que talvez nunca volte a ser o antes, e se for, não será como já o fui. Nem diferencio se sou o que vejo ou aquilo que falo, perdi verdades no reflexo, transformei-me em parte oposta, contraditória em tudo que se pode tocar, insatisfeita no vão das coisas. Sou mudança incompleta, aquilo que sei me modifica em linhas, serei tinta que falha, escreve errado o que se tem como certo, pois sei o que demonstro, assim como tudo que ainda não descobri. Vesti escuro, proporciono calor no rosto sugestivo, ora triste, ora alegra, depende dos olhos que o cercam, sou mil contradições em uma única certeza: A de que jamais serei embalagem, pois sou adepta a refazer e até o que não sou capaz de sentir me faz real. Recuso a mesmice assim como embaraço o baralho da minha vida, serei monstro das noites quietas, inveja dos choros calados e anúncio da chegada receosa, preparada pras escolhas pois que a poeira desenha nova carapaça onde sorrir rabisca os tons e reconcilia as metáforas; finalmente o espelho produz imagens ocas, reconheço-me e transmuto...Que pena, era só sonho, hora de acordar!
Um adeus as tempestades e ao sabor de inocência, chegou o tempo de escolher entre ir e ficar, e escolhi pelos dois,
optei por partir e voltar, recomeçando outra vez
a descoberta de mim, que nada
mais sou do que sonhos
em
construção.
Miquelinne Araujo
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Castelos de Ilusão
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| Mas... e se a realidade não passa de mera ilusão? |
"O período da falta não corresponde mais a certeza do prelúdio, os pensamentos se chocam com as veracidades do olho fugitivo e as esperanças alçam voo perante a sensatez: Chegada de novo dia!
Envolvidos na caridade de amar por vezes, esquecendo até mesmo da fina capa que encobre os adjetivos, deram-se sequências de dores, derramou-se líquido vindo da alma e por hora, restou apenas certa a busca por novas direções. Os trilhos mediatos não servem como medida, são variáveis e metamórficos, crédulos em sonhos, mortais em corpo.Mortalhas dispersar que sugerem respiração aguçada e penetrante, corpos sem vida de almas perdidas, entristecidos pela sombra do sol, aquecidos pelo frio vago e contínuo do luar. Opções, desfechos, fim do primeiro ato: Apoderou-se então do relógio o tempo, aprisionaram-se a doçura, o enternecer e do intervalo, volta a prudência em escolher por dois, pois se existem escolhas, não existem amores! Questões nuas, cruas e passadas, decidi por não mas sofrer pelo o que é substituível, que dure o necessário a se fazer lembrança, aconchegue bastante a ponto de causar saudades, sufoque o desvalido sentir da perca e liberte pois, o fim depois da volta. Optando por três saídas, abre-se apenas a desconfiança de por onde melhor atravessar, a vida já não é fácil, pra que complicar?"
Miquelinne Araujo
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Molduras,vozes sem rosto!
O fim que renova as forças e entoará uma nova canção. Um relógio que parou no tempo para medir o descabimento do amor e que não permite voltas sequestradas, pois é paixão em horas e busca incessável pelos minutos que escapuliram das mãos.Foi sim, e cada novo pulsar, sugere viver e morrer, mas dentro de si, donde nenhuma voz se não o silêncio é permitido. Queria só invertes, trocar papéis e ser dona da "música", cantada em sopros e poucos suspiros, trazendo surpresas e novos segredos, que na alma não caberiam!Produz a mesmice daquilo que não é, e se constroem apartir do se foi, renovando o verdadeiro sentido se "ser". Os lábios ainda assim, mostram, calam a penitência com o toque rendido, esperado e prologando ao cubo pelo súbito desejo de unir em dois o que é apenas um, por fé e não pretensão. Que vá então ao céu e tragas a mais brilhante, capaz de espantar a certeza de tua solidão, pois não serve de abrigo uma moradia revelada em terreno fértil e plano, queres viver do gosto errado, daquilo que é pecado, onde o sabor do erro esmague a dor de esquecer. Querido incerto, dono de voz convidativa e olhos preenchidos, que impõem limites e se tornam ilimitados, descubra-me por cima de teu poder que é olhar cuidadoso e quebre de si, estes quais nada menos merecem do que a paz de ser amado na esquina de tua sede...
Docemente amargo...
Tua voz!
(Miquelinne Araujo)
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Velhas Lembranças
Eu te amo...
Tu me amas?
Eles ainda se amarão!
Nos engasgos e soluços, pouco pode ou nada, talvez tudo...Pois foi cedo, e nunca tarde.
Senti sim, as vezes que demorou-se a partida, doeu e ainda doi.
Preferencie por esquecer aquele monstro tenebroso e também necessário, que fez da solidão um refúgio do qual nunca quiz estar. E se foram meses, foram-se certezas, e ainda vão com elas lágrimas, seladas e envelopadas, capazes de curar e fazer lembrar o que nunca esqueci. Não sei se é, se já foi, ou se ainda será, apenas levo a coragem de arriscar entre penhascos a sorte de escolher por voar... Odeio conjungações em pretéritos imperfeitos! Mostrando-os apenas metade de um todo incompleto, metaforicamente
surpresa e por dentro, casa oca e opaca, eco transmitido de uma verdade aguda que cala.
surpresa e por dentro, casa oca e opaca, eco transmitido de uma verdade aguda que cala.
Quanto tempo depois da primavera o vento ainda espera para relevar ao lugar as folhas que o outono recusou... Tempo precioso e gasto com outroras desfrutadas de maneira singela, e o sorriso que não mais acalma! Não aceito mais fins em minha vida, recuso a embalagens (gosto de conteúdo), busco sorrisos sinceros em pessoas "falsas", procuro por amor nos "sem corações", transmito paz na minha dor e me renovo a cada renúncia, me prosto de poesia e sangro amores que já foram e decidiram por voar.
Tardes quentes embalam as lembranças que guardei, o gosto de beijo ainda permanece apesar das decepções e o abraço prometido se tornou promessa desgastada, que desmereceu a realidade enfática que sobrou. Os efeitos que construi, são suficientes para colorir uma vida sem cor, pintei arco-íris e baixei o véu da inocência: Agora sou eu quem comando o que vem e o que vai, e o que a vida recusa, eu arranco dela...
P.S: Por que nunca se vai verdadeiramente ao fim, onde o profundo do futuro presenteia o passado com as recordações do que se passa...Por que recomeçar sem mágoas é a chave para a felicidade!
Miquelinne Araujo
domingo, 2 de outubro de 2011
Das Cinzas ao amor
| Renova-te a alma e refaz teu coração |
Como Fênix que renasce do pó indevido e inútil,
será assim o voltar dos tempos vindouros, antigos que acercam as trilhas profundas do coração.
Veias enigmáticas e submersas, afogadas devidamente no leito da noite e vendida em delírios nos amanheceres...
É uma vida, um novo tom, a melhor das melodias!
A música sugeriu aos cantos a renovação da composição e em letras cifradas descobriu tanto quanto poderia querer e desejar: Ela enfim descobriu a si mesma.
Nem mais , nem menos.
Como a vida a inventou e como ela nunca pode ver... As pegadas que deixou na areia, o vento encarregou-se de apagar, o mar é sua inspiração e o choro que antes atordoava, tornou-se réstia precisa para continuar.
"Ela" talvez nem sonhe no que se tornou, mais se compara o brilho eterno de uma estrela que incendia sua própria sorte, virou autora das suas máscaras e até frágil refaz segredos e parte sentimentos...
Nem mais, nem menos.
Sim, ela viu em seu reflexo um refletir de poesia,
Sentiu invadir em sim o convite ao pecado,
Está gravemente vestida de amor e despida de toda e qualquer frustação: Ela que amar e nada mais!
Miquelinne Araujo
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Quanto tempo o tempo leva pra se refazer?
Perdida...Sozinha!
Sem tempo pra novas escolhas, sem tempo pra ter do tempo o que o tempo pediu de mim.
Saudades de uma flor que cativou tanto amor, que engrandeceu-se na pureza de sua essência...
Questão de tempo, adaptação.
Veredas mesmo só construo pra mim, na ausência do que me foi levado!
Rasgo em paredes brancas as recordações de um tempo que já foi colorido...Um tempo que se viveu.
Enxergar além dos planos, requer forças que ainda não aprendi a descortinar. A cada novo sabor, só resta-me lembranças de que muito pouco amei! Que pouco sei...Que nada sou.
De tuas origens não sei o que se origina, mais tudo aquilo que teve origem, se originou de ti...
E o tempo quebrou as vidraças de minhas portas...E vi muita coisa partir, na incerteza do voltar.
Desaprendi a esperar na espera pelo que não veio, e ainda espero, mesmo não acreditando na volta.
Mergulhei num mar onde nem a lua atreve-se ser reflexo...Até ela se despediu, foi pra longe, em busca do calor do sol!
Por entre dúvidas, reescrevi meu destino e hoje sei que o Senhor da Razão é também as horas que vejo passando, que embalam meus versos e me afagam a memória...
Questão de tempo,tudo não passa de uma simples questão de tempo.
Miquelinne Araujo
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